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Olá, pessoal! Hoje falaremos sobre uma tecnologia diferente, que é a impressão em resina. Focaremos hoje na impressora 3D Phrozen Shuffle, que utiliza uma tecnologia totalmente diferente do padrão que vemos no mercado. Mas antes de começar a explorar suas capacidades, vamos a alguns detalhes da impressora em si.

Ao fazermos um unboxing da impressora, vemos que ela vem com seu chassi principal e uma caixa de papelão entre a cama da impressora e o assoalho do chassi (lembrando que a cama de impressoras de resina fica no topo, e não na parte de baixo). Dentro dessa caixa, vem um par de luvas de látex, um cabo de alimentação elétrica, um cabo USB, algumas chaves Allen, um cabo de rede, uma espátula e um funil para introdução de resina em recipientes.

Como já dissemos, o material de impressão é resina, que vem em potes de plástico. É sempre importante frisar, e podem também ser encontradas na embalagem, recomendações de cuidados com o material: não misturar resina usada com não usada, não ingerir, utilizar proteção para os olhos, evitar exposição à luz do sol e luminosidade interna de ambientes e utilizar o material e a impressora em ambientes internos somente se ventilados.

Dito isso, a primeira coisa a fazer é testar todos os componentes conectados (cabo de alimentação, cabo de rede e cabo USB). No assoalho do chassi da impressora, temos o reservatório de resina. O reservatório é fixado ao chassi com dois parafusos. Note que o reservatório tem bordas metálicas e o fundo transparente, para que a luz ultravioleta emitida pela parte de baixo da impressora possa chegar ao material de impressão.

Olhando agora para a parte de cima da impressora, temos a cama de impressão. É uma peça metálica, com a superfície de baixo completamente lisa. É removível, para que se possa manipular a impressão mais facilmente após finalizada.

Observando a parte de baixo do chassi, podemos ver uma luz roxo-azulada saindo dali. Essa é a luz que se encarregará de solidificar as partes da resina desejadas, de acordo com as coordenadas obtidas do modelo 3D e transmitidas pelo software da impressora. A luz que de fato tem efeito na resina é invisível (ultravioleta), mas as fontes de luz ultravioleta têm por característica exibir uma luminosidade residual azulada.

Dito isso, vamos proceder à parte que tanto aguardamos: realizar nossa primeira impressão 3D em resina! O primeiro passo é depositar a resina no reservatório, lentamente e com bastante cuidado. Colocamos resina até aproximadamente metade do recipiente. Uma vez depositada a resina e iniciada a impressão, a cama descerá até ser mergulhada no reservatório. Para esta primeira prova, escolhemos um modelo 3D bastante detalhado, de uma personagem de filmes. Com isso, poderemos evidenciar a preservação dos detalhes do modelo nesse tipo de impressora, como será visto adiante.

Adicionamos suportes ao modelo para não haver problemas de sustentação de partes. Lentamente, a cama da impressora vai subindo enquanto a luz ultravioleta provoca uma reação química na resina, solidificando assim as coordenadas de interesse. E, dessa forma, vai-se formando a figura resultante.

A tela da impressora nos fornece informações interessantes sobre a impressão. Por exemplo, ela informa o número da camada que está sendo impressa, assim como o número total de camadas do modelo. Há também informação dos tempos total e restante da impressão. Pode-se ver também um thumbnail da camada que está sendo solidificada naquele momento.
Finalizada a impressão, a impressora eleva a mesa para o topo. Esperamos alguns minutos para que a resina residual na impressão escorra e pingue de volta no reservatório, e destarrachamos então a mesa para fazer a remoção do modelo. Ainda é interessante deixar a mesa de impressão em cima de papel toalha (agora com o modelo voltado para cima), de forma a deixar que ainda mais resina escorra no papel e tenhamos o modelo o mais livre possível de resina líquida. Veja que o resultado final exibe os detalhes do modelo numa qualidade assombrosa.

Mas a peça ainda não está pronta! Vamos finalmente submetê-la ao processo de cura, para que o processo de solidificação se complete. Para isso, basta inserir a peça (ainda fixada à mesa de impressão) em uma bacia cheia de água, e deixar o conjunto exposto à luz solar ou mesmo à luz de lâmpadas fluorescentes.

Quanto à resina que sobra do processo, dentro do reservatório, é importante a guardarmos, já que resina não é de graça! É aqui que o funil que veio com a impressora será de utlidade: utilizamos um pote e, pelo funil, despejamos a resina, que ficará armazenada ali para futuras impressões. Depois do despejo, ainda haverá resíduos de resina líquida, que juntamos com a espátula, tirando assim resina de todos os cantos menos acessíveis. Finalmente, utilizamos papel toalha para absorver essa resina, mantendo reservatório completamente limpo para a próxima impressão.

Para uma outra demonstração dos resultados com essa impressora, utilizamos outro modelo 3D, também bastante detalhado, e outra cor de resina para podermos comparar a qualidade dos detalhes. O processo é exatamente o mesmo que foi descrito acima, e pode-se ver aqui o resultado final dessa impressão. Como podem ver, a resolução dos detalhes da peça é excelente. De fato, muito diferente dos resultados que se obtém com a impressão 3D em plástico.

Como podem ver, existem múltiplas possibilidades com esse tipo de impressora. Ainda uma outra é utilizar resina transparente, como exemplificaremos a seguir. Veja esse castelo que foi impresso com a resina transparente, que exibe a mesma alta qualidade de detalhes das impressões anteriores, além de ficar excepcionalmente bonito devido à sua aparência translúcida, que a torna tão distinta.

E por hoje ficamos por aqui! Esperamos que tenham gostado da técnica descrita neste artigo, e que ela possa te auxiliar a criar mais e com qualidade! Um abraço!

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