A calibração é um dos passos mais importantes para a boa utilização do filamento 3D e para a boa qualidade de fabricação de uma impressora 3D fornecendo assim objetos impressos que agradam aos profissionais da área. A extrusora deve ser calibrada de forma adequada para manter a produtividade correta durante a impressão 3D.

Uma calibração eficiente da impressora 3D consegue garantir que a extrusora esteja empurrando de forma adequada e na quantidade certa de filamento 3D até o final do bico de extrusão. Variações na quantidade de filamento 3D tanto para mais quanto para menos irão impactar diretamente na qualidade do objeto impresso 3D e chegar até a danificar partes da impressora 3D. 

Quer saber mais sobre como calibrar sua extrusora para a utilização correta do filamento 3D? Siga os nossos 6 passos e saiba mais!

Calibração e a utilização correta do filamento 3D na extrusora

A calibração impacta na utilização correta do filamento 3D numa impressora 3D. Com pouco filamento 3D ocorrerá o aparecimento de lacunas entre as camadas, dificultando a adesão entre essas camadas e fazer com que fiquem empenadas impactando até numa camada fraca. Com muito filamento 3D, as falhas que podem ocorrer são o aparecimento dos strings ou encordoamentos e a ausência de detalhes durante a impressão 3D, além de ocorrer o risco de entupimento de filamento 3D na extremidade do bico extrusor. 

Para fazer a calibração correta da sua extrusora 3D deve-se ter em mãos:

  • Uma caneta ou marcador;
  • Algumas pinças;
  • Um tipo de filamento 3D sendo não flexível;
  • Um software slicer disponível.

Passo #1 – Carregue o filamento 3D

A primeira coisa a se fazer é aquecer o bico extrusor para a temperatura de utilização da impressora 3D, sendo esta temperatura a ideal para o filamento 3D que se está utilizando. O cuidado com esse passo é verificar se o material que será utilizado é o mesmo que já estava sendo utilizado na impressora 3D – caso contrário, recomenda-se uma limpeza antes de iniciar o processo. 

Passo #2 – Conecte a impressora a um software slicer

Conectar a impressora 3D ao computador e a um software slicer geralmente não demanda muito trabalho, sendo que através do cabo USB ou através do Wi-Fi consegue-se manter uma conexão de qualidade. Isso irá permitir enviar os comandos do G-Code para o equipamento através dos softwares slicer como o Simplify 3D, o Pronterface ou OctoPrint. 

Com a conexão estabelecida, deve-se encontrar a seção correta para a impressora 3D. Como exemplo, no Simplify 3D deve-se ir ao painel de controle da impressora 3D. Assim, deve-se ativar o Modo Relativo na extrusora com o comando M83. 

Passo #3 – Marque o filamento 3D e comece o processo de extrusão

Para uma calibração correta, deve-se enviar cerca de 100mm de filamento 3D até o final quente do bico extrusor e marque também o filamento a 120mm antes da entrada da extrusora. Com as marcações feitas, o comando G1 E100 F100 fará com que a impressora 3D puxe 100mm de filamento 3D de forma lenta, para evitar problemas com a tensão do fio ou alta pressão na extremidade do bico extrusor.

Passo #4 – Meça novamente o filamento 3D

Após a impressora ter extrudado apenas 100mm de filamento 3D durante o passo anterior, é hora de verificar novamente as marcas feitas anteriormente. Se a medição entre o filamento restante e a ultima marcação nos 120mm for de 20mm, a impressora está calibrada corretamente. 

Caso esteja maior do que 20mm, a impressora está sofrendo do que se chama de subextrusão e a configuração das etapas precisa ser aumentada. Caso seja menor do que 20mm, a impressora está com extrusão excessiva e também é necessário reconfigurar as etapas, neste caso desativando algumas. 

Passo #5 – Calcular as etapas por milímetro

Para o ajuste preciso do equipamento, é ideal calcular o valor da etapa atual e calcular também o valor físico correto. Começando com o envio do comando M503 para a impressora 3D que retorna uma série de comandos no visor do equipamento. Deve-se encontrar o comando echo: M92 e o valor ‘E’, que é o valor atual de cada etapa da impressora 3D. 

Para o valor físico, é necessário saber quanto filamento 3D foi realmente extrudado – no nosso caso, mede-se a distância da extrusora até a marca no filamento, subtraindo 120mm:

120 – [distância da extrusora até a marca] 

Com essa medida, é necessário agora saber quantos passos a extrusora levou e para isso vamos multiplicar o valor dos passos pelo comprimento que deveria ter sido extrudado, no nosso caso 100mm:

[valor dos passos] * 100 = [passos realizados]

Com isso, pode-se calcular o valor físico das etapas dividindo-se pelo comprimento extrudado:

[passos realizados] / [comprimento real extrudado] = [passos precisos] 

Com o valor dos passos de forma precisa, alteramos na impressora 3D para utilizar o valor correto!

Passo #6 – Definir um novo valor das etapas por milímetro

Para definir o novo valor das etapas por milímetro que foi calculado acima é necessário enviar o comando M92 E***, onde os * deve ser substituído pelo valor exato que foi calculado. Guarde isso na memória da impressora 3D com o comando M500. 

A melhor prática neste momento é desligar e ligar o equipamento novamente e enviar o comando M503 para verificar se o valor foi alterado corretamente. Caso contrário, repita o processo anterior. 

E para verificar se a impressora 3D está calibrada corretamente, repita as etapas 1 a 4 e cheque se o valor será exatamente o de 20mm, conforme calibração. Caso contrário, recalcule o valor, salve-o novamente e repita as etapas 1 a 4 para verificação final. 

 

Saiba mais! 

Com a calibração correta da impressora 3D, é garantido também a utilização adequada dos filamentos 3D juntamente com o cuidado essencial ao equipamento como um todo. Os objetos impressos terão mais qualidade e fidelidade aos detalhes, permitindo também uma longevidade maior da impressora 3D. 

Quer saber mais dicas sobre a impressão 3D? Continue acompanhando as publicações no blog da 3D Fila!